{RESENHA #180} AS SETE IRMÃS | @GABRIELAOFREDI

10:55


Oi, meu povo!!!!
Primeira resenha do anooooooooo ♥
Venham conferir o que senti e pensei, quando li As Sete Irmãs.

Título: As Sete Irmãs
Autor(a): Lucinda Riley
Ano: 2014 | Editora: Novo Conceito
Nº de páginas: 560

Sinopse: (retirada do site skoob)
 Meus dedos tocaram a selenita em meu colar. Tudo o que podia imaginar era que ele foi mandando comigo, como uma espécie de recordação, talvez por minha mãe, quando Pa Salt me adotou. Ele dissera, quando me deu o presente, que havia uma história interessante pode trás daquela joia... Ele esperava que eu perguntasse. E eu desejava com todo o coração, naquele momento, ter perguntado."

Agora que Maia e suas irmãs perderam o pai, cada uma delas tem em suas mãos a decisão de buscar ou não a verdade sobre sua família biológica. Maia não resiste ao chamado do passado e é atraída até o Rio de Janeiro, onde, auxiliada pelo escritor Floriano, irá mergulhar em uma história quase centenária. 
Nos anos 20, uma paixão devastadora entre uma aristocrata brasileira e um escultor francês é sufocada pelas convenções sociais. Uma pequena placa de pedra-sabão eternizou o amor de Izabela e Laurent, selando o destino de Maia. 


As Sete Irmãs é o primeiro livro da série homônima, que, na verdade, conta a história de seis irmãs. Confuso, não? 

Só um pouquinho, mas logo no início do livro tudo isso é explicado. Esse primeiro volume conta a história de Maya, a irmã mais velha. 

A história começa com a morte do pai adotivo de Maia, que deixa algumas especificações bem claras do que todas as filhas precisam seguir e deixa no encargo de cada uma decidir conhecer o local de onde vieram, ou não. Nossa protagonista então, impulsionada por problemas do passado que reapareceram, decide começar a pesquisar de onde veio e se vê surpresa, quando descobre que seu lugar de nascimento é o Brasil, mais especificamente, no Rio de Janeiro, Laranjeiras.



Munida dos documentos deixados pelo pai e pelo medo de enfrentar seus problemas, Maia vem para o RJ sem saber o que esperar. Mas antes de vir, avisa o autor Floriano, o qual ela havia traduzido o livro do português para o francês, que estava a caminho, pois gostaria de conhecê-lo pessoalmente. Sendo que, mais que um amigo, Maia encontra em Floriano um ajudante incansável em sua busca por sua família biológia e, quem sabe, até algo mais.


Começo dizendo que o livro é um romance muito sutil e delicado, com uma protagonista decidida, curiosa, mas que também carrega o medo dentro de si, o medo de enfrentar seus problemas de frente, por isso essa jornada de descoberta para ela é quase como travar uma guerra mundial.

O primeiro ponto que, realmente, chamou minha atenção foi o fato de uma autora estrangeira escrever sobre o Rio de Janeiro (minha linda cidade natal rsrs). Como falei no stories do Instagram, quando ainda estava lendo, eu sempre tive essa curiosidade de saber como um autor de fora do país enxergaria e descreveria o RJ e qual foi a minha surpresa quando vi parágrafos e mais parágrafos falando sobre os bairros, as ruas, as pessoas, os costumes, entre várias outras coisas. Outro ponto importante a se destacar é que a história se passa em dois tempos diferentes, na atualidade e no passado, mais especificamente na época em que o Cristo Redentor estava sendo construído. E isso me deixou ainda encantada, porque é sabido em qualquer lugar do mundo que esse monumento é o orgulho de qualquer carioca e ter um romance tão bem escrito que entrelaça com a criação de algo tão importante, não teria como não me cativar.


O ponto positivo seguinte, é o fato de a autora ter lidado tão bem com a questão do luto da protagonista, tanto que vou deixar aqui do lado uma frase que expressa real e totalmente o motivo de tal sentimento.
Porém, apesar de ser tudo muito lindo, a leitura acaba se tornando lenta por ser bastante detalhista e é importante demais não perder nenhum detalhe, pois uma hora aquela coisa mínima fará a diferença, mas não acho que isso seja um ponto negativo.
Os dois únicos pontos negativos, que para mim, são mais "meio a meio" que negativos, foi o fato de autora ter criado diálogos polidos demais na atualidade e também penso que o Floriano, personagem brasileiro, poderia ser um pouco mais malandro, afinal, é assim que o carioca é conhecido. Não um malandro mal caráter, que isso fique bem claro. Todavia, parando para analisar esses dois pontos são perdoáveis, uma vez que (acredito eu) a autora não tenha vivência suficiente entre os cariocas para saber isso.

OBS.: Os livros dessa série foram lançados aqui no Brasil, primeiramente, pela editora Novo
Conceito (com a capa especificada no começo desta publicação), até que em 2016, a editora Arqueiro, conseguiu os direitos autorais e vem relançando os livros com capas diferentes (como esta aqui ao lado).


Nota: 5/5


Você que está lendo essa resenha, já leu esse livro? Deixe aqui embaixo o que achou!


E para quem ficou curioso e quer ler basta clicar aqui para ser redirecionado para o site de compra.


Ass.: Gabriela Ofredi

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3 comentários

  1. A sinopse parece ser interessante. Seis livros para seis irmãs. Especialmente se no sexto livro tiver algo que revele coisas para todas elas. Seria realmente interessante.

    Eu sei que você só pegou a sinopse do skoob (eu fui lá verificar), mas "pode trás" foi de doer. Não pude deixar passar.

    Realmente muito interessante ver autores de fora escrevendo sobre o Brasil. As vezes dá muito errado, mas quando funciona é maravilhoso.

    Ótima resenha.
    Um abraço.

    Willian Vulto
    https://lugarnenhum.net

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  2. Oi, Gabriela!

    Eu lembro dessa transição da "Novo Conceito" para a "Arqueiro". Sempre tive curiosidade de ler, principalmente por causa do cenário do Rio. Está na minha listinha já ♥
    Beijos

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  3. Que maravilha sua resenha. Ainda não li o livro mais fiquei super interessada em ler e saber mais da história. Beijos!

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